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perguntas frequentes sobre a universidade.

perguntas frequentes sobre a universidade

Com a chegada dos resultados das candidaturas à universidade, o medo e as questões aumentam. Passei isso no ano passado, apesar de não ter sido tão grave porque não tive de procurar por casa ou algo parecido. A questão foi só mesmo saber se entrava ou não e, ainda assim, só entrei na terceira fase. Eu acho que já estavam tão fartos de ver o meu nome que lá me devam a vaga para eu parar. Após um ano e com a ansiedade à porta para tanta gente, decidi trazer um artigo com as perguntas mais frequentes sobre a universidade e todo o processo de entrada.

perguntas frequentes sobre a universidade

Podes visitar este artigo que escrevi com oito coisas que podes preparar para o próximo ano letivo para que comeces de forma suave e tranquila.

Fui aceite no curso que queria, e agora?

Após saberem que entram no curso que se candidataram, têm de fazer a matrícula/inscrição. No meu caso, eu fui à própria universidade já que vivo na mesma cidade que a mesma. Os documentos necessários são o documento de identificação civil e fiscal, o boletim individual de saúde, comprovativo de ter válida a vacina antitetânica e o comprovativo de realização dos pré-requisitos, se aplicável Há algumas universidades que permitem a inscrição e matricula online para facilitar o processo para o aluno. Se forem ao site da universidade que entrarem têm lá todas as informações sobre o que precisam e como fazer, onde se dirigir, tudo.

Quero candidatar-me à bolsa, o que posso fazer?

A questão sobre as bolsas de estudo são das perguntas sobre a universidade mais frequentes, o que é normal. Há alguns tipos de bolsa e diferem do contexto em que vocês estão inseridos. Há bolsa de mérito que é para alunos que tenham uma certa média e tenham sido aceites na sua primeira opção (a média depende de universidade para universidade). Existe as bolsas de desporto que, como o próprio nome indica, é para quem pratica desporto de alta competição, mas não sei falar muito sobre isso. E, por último, há bolsas de ação social para quem não tem possibilidades financeiras.

A candidatura à bolsa de ação social é feita assim que se sabe em que universidade se entra. É feito no site da DGES, tendo de preencher um formulário detalhado e entregar documentos que permitem mostrar toda a tua situação financeira. A bolsa é dividida em escalões, havendo, por exemplo, uma bolsa parcial que só paga metade das propinas, entre outras.

Há também a bolsa Superior+ em que é dada a quem se descola para uma cidade do interior. Podem carregar aqui para aceder a um post relacionado com este assunto.

Mudei de cidade. As residências são uma boa escolha?

Acho que depende muito do que querias. As residências, para quem não sabe, são quartos que a universidade disponibiliza para os alunos que são de fora da cidade da universidade. Normalmente basta pesquisar no site da universidade que aparece informação sobre o valor, o que compõe cada quarto, como se inscrever para ter um quarto, perguntas assim. Pode-se escolher quarto duplo, quarto individual, quarto suíte e os preços variam bastante de universidade para universidade. Pelo que li, há um suplemento para quem tem bolsa para pagar a residência, ou seja, acaba por ajudar a pagar as despesas.

Perguntei a duas amigas minhas se gostava de estar na residência e aqui estão as respostas:

“Sim!! É uma maneira de ter independência sem gastar muito dinheiro num quarto. Além disso há regras para o barulho durante a noite, o que para mim é uma mais valia. E como normalmente a localização é boa e perto da universidade/bares podes na mesma ir festejar sempre que quiseres.”

 

“Sim, acho que nos faz ver as coisas de uma forma diferente. Apreciamos mais a nossa privacidade, mas também apreciando alguma convivência com outras pessoas que não são propriamente nossas amigas. Às vezes um bom dia ou uma pequena troca de palavras bastava para tornar o facto de não gostar tanto de estar com tantas pessoas em algo melhor. No entanto, acho que acontece o mesmo em apartamentos, se nos dermos bem com as pessoas claro.”

Como funciona o ano letivo na universidade?

O ano letivo é divido em dois semestres: o primeiro é desde setembro a janeiro, o segundo desde fevereiro a julho. As “férias” de Natal e da Páscoa resumem-se a uma semana (mais dia menos dia). Entre janeiro e fevereiro há um intervalo de 3 semanas em que (pelo menos na minha universidade) acontece os exames para quem não passou à disciplina.

Como são as disciplinas e os métodos de avaliação?

Têm cerca de 5 a 6 cadeiras (disciplinas) por semestre, muitas delas sendo a continuação do que deram no semestre anterior. Cada cadeira tem cerca de 3 a 4 horas de duração por semana (parece muito mas acaba por haver muito tempo livre). Têm direito a 15 minutos de intervalo nas cadeiras que são três horas seguidas e, às vezes, o professor até deixa sair mais cedo invés de dar o intervalo.

Em termos de métodos de avaliação difere muito de universidade para universidade e de disciplina para disciplina. No caso da minha universidade é tudo por avaliação contínua – isso quer dizer que é-se avaliado durante o semestre inteiro e só se não passarem é que vão a exame. Há universidades em que a avaliação é feita somente por frequências. Em relação à avaliação contínua pode ser por testes, trabalhos, portfolios, mini-testes, fichas de consulta, avaliações orais. Existe professores que dão valor extra se forem a dois terços das aulas, depende muito de como é feita a vossa cadeira.

O que são ECT’s?

Cada cadeira vale x ECT’s. O sistema de créditos ECTS traduz o tempo de trabalho efetuado pelos estudantes em cada área científica e unidade curricular. Isto é avaliado perante os inquéritos que se tem de responder no final de cada semestre. Mais informações pode-se carregar aqui.

O que esperar dos primeiros dias e integração?

Bom, eu entrei na terceira fase (ou seja, só entrei em outubro) então não sei bem como são os momentos de integração da primeira e segunda fase. No entanto, a primeira semana serve para irem à universidade fazer a inscrição e decidem se querem ir para a praxe ou não. As aulas tendem a ser leves porque os professores entendem que é uma transição enorme do secundário para a universidade.

No meu caso, a integração foi um pouco complicada porque além de já haver pessoas que se conheciam e eu só conhecia uma pessoa que, inclusive, já tinha o seu grupinho e sentia-me sempre mal por estar ali no meio só porque sim. Acabei por entrar na praxe e lembro-me de acharem que me achava melhor do que os outros porque era calada. Só no segundo semestre é que comecei a soltar-me e a falar melhor com as pessoas.

Contudo, a minha dica é para se lembrarem que vocês estão todos na mesma situação em que o mundo da universidade é totalmente novo, ninguém se conhece, alguns tiveram até de mudar de cidade, é uma oportunidade para fazerem amizades boas.

O que esperar do resto do ano?

Para alguém que entrou depois de as pessoas já se conhecerem e de já haver matéria para estudar, eu acho que o primeiro ano, principalmente o primeiro semestre, é o mais básico visto que estão a dar a introduções sobre as cadeiras do curso. Os restantes semestres são mais intensos e, apesar de as aulas serem longas, muito do trabalho de aprendizagem é feito em casa por ti mesmo. Irão precisar de ler imensa coisa, especialmente para fazer os ensaios (trabalhos de opinião em que não podem copiar e colar como se fazia no secundário). É preciso outro esforço por parte dos alunos porque são imensos estudantes numa só sala. Daí contar muito o trabalho que fazes fora das aulas para os ECT’s.

Praxe: sim ou não?

Há muitas reportagens e notícias daquilo que dizem que a praxe é. Sinceramente, se há algo de mal acontecer na praxe então não é praxe, na minha opinião. A praxe é suposto ser outra maneira de integrar os alunos, não de os castigar e humilhar como se o facto de existirem é uma coisa má.

É uma das perguntas sobre a universidade que mais fazem. Eu sempre disse que não iria participar nestas atividades exatamente pelo que via na televisão, mas decidi ir de mente aberta para a nova fase da minha vida e não me arrependo. É claro que se vão sujar, rebolar no chão e vão encher (fazer flexões ou agachamentos). Haverá vezes que vão gritar com vocês, mas nada que atinja a vossa integridade física ou psicologia. Caso aconteça algo que vos deixe desconfortável deve ser imediatamente reportado aos superiores para que tomem medidas. Podem negar algo que vos mandem fazer se acharem excessivo e podem nem sequer participar nas praxes de todo. Ninguém vos obriga a ir para lá.

Não precisam de se preocupar com o medo de que só vão fazer amigos se estiverem na praxe, isso é errado. Duas das minhas melhores amigas não foram parte da praxe e não foi por isso que não as conheci.

Há outras formas de conhecer pessoas na universidade?

Voltando à ultima parte que referi no ponto anterior, sim há. Para quem não sabe, existe jantares de curso organizados pelos restantes membros do curso. Os jantares é uma forma de reunir todos os anos do curso onde ingressam para se conhecerem.

Há também clubes e associações dentro da universidade onde podem entrar, assim como participar em conferências onde normalmente há sempre vaga para ajudar a organizá-las.

Vou ter de gastar muito dinheiro em livros?

Isto vai depender muito do curso porque, por exemplo, em Direito sei que é necessário comprar os livros porque vão utilizar durante a licenciatura toda e, quem sabe, o mestrado e doutoramento. No meu caso, os únicos livros que comprei foram livros de histórias (os clássicos que se tem de ler em literatura e até esses consegui emprestados ou na internet). Muitos dos professores deixam packs de fotocópias na papelaria da universidade para tirarem cópias o que facilita bastante a carteira.

Erasmus: sim ou não?

Absolutamente – sim. Eu não pude participar em Erasmus porque não tive possibilidades, mas aconselho vivamente quem possa porque é sempre outra experiência adicionar à vossa vida e aos vossos conhecimentos. Como estudo línguas e culturas, seria uma boa oportunidade para por em prática as línguas que estudo e aprender ainda mais sobre as culturas que também estudo.

O diretor do vosso curso depois informar-vos-á, mas a candidatura terá de ser feita cedo porque é sempre para ir de Erasmus no semestre seguinte da candidatura. Há também uma bolsa adicional que podem obter para pagar as despesas que irão ter no país para onde vão, sendo que as propinas que têm de pagar são as da universidade onde entraram e não a universidade para onde vão fazer erasmus.

Trabalhar e estudar?

Depende muito. Há pessoas que não conseguem gerir o seu tempo para arranjar tempo para ir às aulas, trabalhar e estudar. Há outras que conseguem fazer tudo ao mesmo tempo e ainda para algo mais. Vai depender sempre do tipo de pessoa e da vontade de cada um. Sem dúvida, a conjugação do trabalho com os estudos é uma pergunta sobre a universidade que mais vejo perguntarem.

No entanto, existe o estatuto trabalhador-estudante que permite ao aluno que trabalha faltar às aulas sem penalização. Um aluno normal que falta dois terços das aulas chumba por faltas. Também tem acesso à época especial de exames. Isso facilita imenso se és o tipo de pessoa que consegue aprender muito rapidamente e por iniciativa própria.

Estas são, normalmente, as perguntas sobre a universidade que se costuma fazer e as coisas que eu tinha dúvidas. Se tiverem mais alguma questão podem comentar abaixo ou mandar mensagem pelo Instagram.  Espero que tenham gostado,

Até já,

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